Sábado, Outubro 25, 2008

Axiomas apócrifos de um anônimo

= Todas as telefonistas que se chamam Bárbara são loiras.
= Galileu estava errado: O Avaí ganhou a última partida fora de casa.
= A verdade é uma falácia no máximo verossímil.
= A realidade é uma apresentação putativa.
= Seres extraterrestres não possuem inteligência suficiente para a construção de naves espaciais.
= Para alguns, a morte é apenas orgia de vermes, a execução banal da cadeia alimentar.
= Se nunca é tarde demais, os moribundos não existem.
= Olhei nos olhos da Medusa e ela apenas latiu.
= Não sei o que é a beleza, mas quando a vejo reconheço.
= Édipo matou o pai, foi rei, casou com a própria mãe, foi irmão de seus filhos, furou os olhos e virou um simples complexo burguês.
= Se Deus é brasileiro, está exilado.
= Somos a reencarnação de partículas, aleatórias ou não, de nossos antepassados.
= Certas músicas apalpam indivíduos num assédio consentido.
= As pragas e pestes e guerras são inofensivas perto da veloz evolução epidêmica das tecnologias.
= Por que não preservar o tradicional quando este não pode ser melhor e não dá prejuízo?
= Uma estátua em cada praça para os camundongos de laboratório por favor.
= Para alguns, arte é feiúra e beleza é publicidade. E às vezes é isso mesmo.
= Se a carne é fraca, o espírito é de algodão doce
= Continua montando aquele quebra-cabeças com a imagem, o som e sensações do Mundo em tamanho natural.
= Puta merda!, disse o carona sem cinto ao constatar que não havia puta-merda.
= Se a vida é professora, eu sou aquele mau aluno sempre de castigo.
= O Pop só fica bom quando começa a ser desprezado.
= Tudo acaba em bacanais solenes.
= É impossível quebrar o protocolo do caos.
= Velma Middleton não faleceu.

Ass: Um Anônimo

Postscriptum: As sentenças acima foram encontradas rodopiando no Minuano das cinco e vinte, estavam manuscritas numa folha pautada. Exames posteriores de grafoscopia revelaram que a caligrafia da assinatura não correspondia à grafia dos aforismos.

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